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Atualizado para 2026
Mottalib Radif Por Mottalib Radif, MBA INSEAD · junho 2026
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Calculadora Financiamento Imobiliário 2026 - SAC e Price

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Salário Líquido INSS IRPF
Salário BrutoR$ 5.000,00
Desconto INSS- R$ 509,60
Base de Cálculo IRPFR$ 4.490,40
Desconto IRPF- R$ 347,57
Salário LíquidoR$ 4.142,83

FGTS (depositado pelo empregador)

R$ 400,00

Alíquota Efetiva

17,14%

Alíquota Marginal

22,50%

Detalhamento INSS

FaixaAliquotaBaseValor
R$ 0 - R$ 1.5187,50%R$ 1.518,00R$ 113,85
R$ 1.518 - R$ 2.793,889,00%R$ 1.275,88R$ 114,83
R$ 2.793,88 - R$ 4.190,8312,00%R$ 1.396,95R$ 167,63
R$ 4.190,83 - R$ 8.157,4114,00%R$ 809,17R$ 113,28
Total INSSR$ 509,60

Detalhamento IRPF

FaixaAliquotaBaseImposto
R$ 2.259,2 - R$ 2.826,657,50%R$ 567,45R$ 42,56
R$ 2.826,65 - R$ 3.751,0515,00%R$ 924,40R$ 138,66
R$ 3.751,05 - R$ 4.664,6822,50%R$ 739,35R$ 166,35
Total IRPFR$ 347,57

Simulador Rápido: Financiamento Imobiliário

Compare parcela inicial e juros totais entre SAC e Price.

Financiamento Imobiliário no Brasil 2026: Tudo que Você Precisa Saber

A compra da casa própria e o maior compromisso financeiro que a maioria dos brasileiros assume ao longo da vida. Em 2026, com o valor médio dos imóveis nas capitais variando de R$ 300.000 a R$ 800.000 e taxas de juros entre 8,5% e 12% ao ano, um financiamento imobiliário de 30 anos pode custar mais do que o dobro do valor original do imóvel em juros. Entender as diferenças entre os sistemas de amortização SAC e Price, saber negociar taxas e planejar o uso do FGTS como redutor de custos são competências financeiras essenciais para quem esta prestes a financiar um imóvel.

O mercado imobiliário brasileiro opera predominantemente pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utiliza recursos da poupança e do FGTS para financiar imóveis de até R$ 1.500.000 com taxas reguladas. Para imóveis acima desse valor, aplica-se o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), com taxas livremente negociadas entre banco e cliente. Em 2026, a Caixa Econômica Federal detem mais de 65% do mercado de crédito imobiliário, seguida por Bradesco, Itau e Banco do Brasil. A concorrência entre bancos beneficia o comprador, que pode negociar taxas e condições diferentes em cada instituição.

SAC vs Price: A Decisão Mais Importante do Financiamento

A escolha entre o Sistema de Amortização Constante (SAC) e a Tabela Price e a decisão mais impactante após a escolha da taxa de juros. Na SAC, a amortização (parcela que reduz o saldo devedor) e constante ao longo de todo o contrato. Como os juros incidem sobre o saldo devedor remanescente, que diminui a cada mês, as parcelas começam mais altas e vão reduzindo progressivamente. Na Price, a parcela total e fixa durante todo o contrato. No início, a maior parte da parcela e composta por juros e a menor parte por amortização. Ao longo do tempo, essa proporção se inverte.

Para um financiamento de R$ 400.000 a 9,5% ao ano em 30 anos (360 meses), a taxa mensal equivalente e de 0,7575%. Na SAC, a amortização mensal e R$ 400.000 / 360 = R$ 1.111,11. A primeira parcela e R$ 1.111,11 + R$ 400.000 x 0,7575% = R$ 1.111,11 + R$ 3.030,00 = R$ 4.141,11. A última parcela e R$ 1.111,11 + R$ 1.111,11 x 0,7575% = R$ 1.119,53. Os juros totais somam aproximadamente R$ 546.000. Na Price, a parcela fixa e de R$ 3.361,43 durante todos os 360 meses. Os juros totais somam R$ 810.115. A diferença: a SAC economiza R$ 264.000 em juros, porem exige parcela inicial 23% maior.

Quando Escolher SAC

A SAC e recomendada quando: a renda familiar comporta a parcela inicial mais alta (lembrando o limite de 30% da renda bruta), o objetivo e pagar menos juros no total, ha expectativa de que a renda cresça ao longo do tempo (as parcelas decrescentes se tornam cada vez mais leves), e quando o comprador planeja manter o financiamento até o final. A grande maioria dos financiamentos no Brasil utiliza a SAC, e os bancos a recomendam como padrão.

Quando Escolher Price

A Price pode ser vantajosa quando: a renda familiar e limitada e a parcela fixa da Price cabe no orçamento enquanto a primeira parcela da SAC não cabe, o comprador planeja vender o imóvel ou quitar o financiamento antecipadamente (minimizando a desvantagem dos juros maiores no longo prazo), ou quando ha previsão de queda de renda futura (a parcela fixa oferece previsibilidade). Também pode ser estratégica se a taxa de juros for baixa e o comprador puder investir a diferença entre as parcelas (SAC mais alta vs Price mais baixa) em aplicações que rendam acima da taxa do financiamento.

Taxas de Juros por Banco em 2026

BancoTaxa mínima (a.a.)IndexadorPrazo máximo
Caixa Econômica8,50%TR35 anos
Banco do Brasil9,19%TR35 anos
Itau Unibanco9,50%Poupança30 anos
Bradesco9,50%TR30 anos
Santander9,99%TR35 anos
Inter10,10%TR30 anos

Taxas mínimas para clientes com bom relacionamento e score de crédito elevado. Taxas reais podem ser maiores dependendo do perfil.

FGTS como Ferramenta de Redução de Custos

O FGTS e um aliado poderoso no financiamento imobiliário. Pode ser utilizado de quatro formas: como parte da entrada (reduzindo o valor financiado e, consequentemente, o total de juros), para amortizar o saldo devedor a cada dois anos (reduzindo o prazo ou o valor das parcelas), para pagar até 80% das parcelas por 12 meses consecutivos (quando o comprometimento da renda excede determinado percentual), e para liquidar integralmente o financiamento. Os requisitos são: ter no mínimo 3 anos de contribuição ao FGTS, não ter financiamento ativo no SFH, e não ser proprietário de imóvel na mesma cidade.

Estrategicamente, amortizar o saldo devedor a cada 2 anos com o FGTS, reduzindo o prazo (não o valor da parcela), e a opção que mais economiza juros. Para um financiamento de R$ 400.000 a 9,5% em 30 anos, uma amortização de R$ 50.000 no 5o ano pode reduzir o prazo em aproximadamente 5 anos e economizar mais de R$ 100.000 em juros ao longo do contrato. A economia e tão expressiva que, para trabalhadores CLT com saldo de FGTS relevante, o uso strategico do fundo pode reduzir o custo total do financiamento em 20% a 30%.

Composição da Parcela: O que Você Realmente Paga

A parcela do financiamento e composta por: amortização (valor que reduz o saldo devedor), juros (remuneração do banco sobre o saldo devedor), seguros obrigatórios (MIP - Morte e Invalidez Permanente, e DFI - Danos Físicos ao Imóvel) e taxa de administração (cobrada por alguns bancos, geralmente R$ 25 a R$ 50/mes). Os seguros representam de 0,5% a 2% do valor da parcela dependendo da idade do tomador e do valor do imóvel. A taxa de administração pode ser negociada ou eliminada em bancos digitais.

No início do financiamento SAC, os juros representam a maior parte da parcela. Para R$ 400.000 a 9,5% ao ano, a primeira parcela de R$ 4.141 e composta por R$ 1.111 de amortização e R$ 3.030 de juros (73% são juros). Apenas no mês 218 (ano 18 de 30) a amortização supera os juros na composição da parcela. Esse dado e importante para quem considera a antecipação de parcelas: antecipar as últimas parcelas (que tem mais amortização) reduz mais o saldo devedor do que antecipar parcelas intermediarias.

Portabilidade de Crédito: Trocar de Banco para Pagar Menos

A portabilidade de crédito imobiliário permite transferir o financiamento para outro banco com taxa menor. O processo e regulado pelo Banco Central e o banco de destino não pode cobrar tarifa pela portabilidade. O banco de origem tem 5 dias úteis para apresentar contraproposta. Na pratica, a simples ameaça de portabilidade muitas vezes faz o banco atual reduzir a taxa. Para que a portabilidade valha a pena, a redução na taxa deve ser de pelo menos 0,5 a 1 ponto percentual, considerando os custos de avaliação do imóvel e cartório envolvidos na transferência.

Desde 2019, a portabilidade de crédito imobiliário ganhou força no Brasil, com milhares de operações realizadas anualmente. Em um financiamento de R$ 400.000 com 25 anos restantes, reduzir a taxa de 10,5% para 9,5% economiza aproximadamente R$ 70.000 em juros ao longo do contrato. Os custos de portabilidade (avaliação do imóvel, nova escritura, registro) giram em torno de R$ 3.000 a R$ 5.000, tornando a operação amplamente vantajosa na maioria dos cenários.

Renda Mínima para Financiamento por Faixa de Imóvel

Valor ImóvelEntrada (20%)FinanciadoParcela SAC (1a)Renda Mínima
R$ 250.000R$ 50.000R$ 200.000R$ 2.071R$ 6.903
R$ 400.000R$ 80.000R$ 320.000R$ 3.313R$ 11.043
R$ 600.000R$ 120.000R$ 480.000R$ 4.970R$ 16.565
R$ 1.000.000R$ 200.000R$ 800.000R$ 8.283R$ 27.608

SAC 30 anos, taxa 9,5% a.a. Renda mínima = parcela / 0,30 (limite de comprometimento).

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre tabela SAC e Price?

Na SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização e fixa e as parcelas diminuem ao longo do tempo. Na Price (Tabela Price), as parcelas são fixas, mas a amortização começa menor e os juros maiores. No total, a SAC gera menos juros que a Price para o mesmo prazo e taxa.

Qual a taxa de juros media para financiamento imobiliário em 2026?

Em 2026, as taxas variam de 8,5% a 12% ao ano dependendo do banco e do perfil do cliente. A Caixa Econômica Federal oferece as menores taxas (a partir de 8,5% + TR). Bancos privados oferecem de 9,5% a 12%. Taxas prefixadas giram em torno de 10% a 11,5%.

Posso usar o FGTS no financiamento?

Sim. O FGTS pode ser usado para: entrada do imóvel, amortização do saldo devedor (a cada 2 anos), pagamento de parte das parcelas ou liquidação total. O imóvel deve ser residencial urbano, de até R$ 1.500.000, e o comprador não pode ter outro financiamento ativo no SFH.

Quanto da renda posso comprometer com financiamento?

Os bancos limitam o comprometimento da renda a 30% da renda bruta familiar. Para uma renda familiar de R$ 10.000, a parcela máxima seria R$ 3.000. Esse limite e aplicado sobre a primeira parcela (a mais alta na SAC) para garantir capacidade de pagamento.

Vale a pena antecipar parcelas do financiamento?

Geralmente sim, especialmente no início do contrato quando os juros representam a maior parte da parcela. Antecipar as últimas parcelas reduz mais o saldo devedor. Compare a economia de juros com o rendimento que o dinheiro teria em investimentos como Tesouro Selic para decidir.

Qual a diferença entre as tabelas SAC e Price?

Na tabela SAC a amortização é constante e as parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do contrato. Na Price a parcela é fixa, mas o total de juros pago é maior. Para financiamentos imobiliários longos, a SAC costuma sair mais barata no total, exigindo porém maior renda inicial.

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